
Sylvia Bandeira participou de dois filmes bastante significativos para a história do cinema brasileiro: República dos Assassinos, de Miguel Faria Jr., e Bar Esperança, de Hugo Carvana. Estará também no último filme de Carvana, Tempestade Cerebral, em fase de finalização.
Vita & Virgínia - 1995
Produção: Sylvia Bandeira
Autor: Correspondência intelecto/amorosa entre Virginia Woolf e Vita Sackville-West compilados pela autora e atriz Eileen Atkins
Direção: Ítalo Rossi
Elenco: Sylvia Bandeira e Jacqueline Laurence.
Esta montagem recebeu os seguintes prêmios e indicações:
" Prêmio Cultura Inglesa de melhor atriz para Jacqueline Laurence
" Prêmio Cultura Inglesa de figurinos para Kalma Murtinho
" Prêmio Cultura Inglesa de cenário para Maurício Sete
" Indicação para Prêmio Mambembe de Melhor Atriz
" Indicação para Prêmio Mambembe de Melhor Cenário
Se Eu Fosse Você - 1994
Co-Produtora com Ângela Vieira e Roberto Frota
Autor: Maria Adelaide Amaral
Direção: Roberto Frota
Elenco: Sylvia Bandeira, Ângela Vieira e Jitman Vibranovski.
Tapas e Beijos - 1992
Autor: Fernando Bezerra
Direção: Jacques Lagoa
Elenco: Sylvia Bandeira e Fúlvio Stefanini.
Não Explica que Complica - 1990
Sua primeira experiência como produtora
Autor: Alan Ayckbourn
Direção: Bibi Ferreira
Elenco: Sylvia Bandeira, Rubens de Falco, Jonas Bloch, Inês Galvão, Tânia Loureiro e Élcio Romar.
Cloud Nine - Numa Nice - 1983
Autor: Carryl Churchill
Direção: André Adler
Elenco: Sylvia Bandeira, Louise Cardoso, Diogo Vilela, Vicente Pereira e Maria Helena Dias.
BAR ESPERANÇA - 1983
Direção: Hugo Carvana
Roteiro: Hugo Carvana, Denise Bandeira, Martha Alencar e Euclydes Marinho.
Música: Tomás Improta
Elenco: Marília Pêra, Hugo Carvana, Paulo César Pereio, Sylvia Bandeira, Thelma Reston, Antonio Pedro, Louise Cardoso, Nelson Dantas, Anselmo Vasconcelos e Luiz Fernando Guimarães.
Por sua atuação em Bar Esperança, Sylvia Bandeira recebeu o Prêmio Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Gramado de 1983.
Segundo Hugo Carvana, "Bar Esperança começou a nascer num momento muito particular da minha vida. Era o processo da anistia (1980), eu estava fazendo o Plantão de Polícia e estava sem filmar há dois anos. Ao mesmo tempo, eu, o Armando, a Denise, a Martha e Euclydes, que dividem o roteiro comigo, estávamos vivendo muito intensamente uma série de emoções: a emoção do reencontro com amigos exilados, a emoção das memórias, porque ao mesmo tempo em que a gente reencontrava um amigo, a gente recordava momentos e outros amigos do passado. Foi nesse lembrar do passado que notamos que a nossa memória estava sempre ligada a um bar - sempre algum bar daqueles da Zona Sul nos anos 60. O filme começou a surgir desse tipo de sentimento. Mas é um filme atual, sem nostalgia."
O Bar Esperança é o ponto de encontro de tudo isso. Para lá vão religiosamente Ana (Marília Pêra), atriz de teatro e televisão casada com Zeca (Hugo Carvana), autor de peças que se demite da televisão por não agüentar mais o esquema imposto: o artista plástico Valfrido Salvador (Anselmo Vasconcelos), o jornalista boêmio lvan Guerra (Nelson Dantas), Profeta (Wilson Grey), também jornalista: a pesquisadora Nina (Louise Cardoso) e também Cabelinho (Paulo César Pereio), Cotinha (Sylvia Bandeira), Tuca (Luis Fernando Guimarães), Passarinho (Antônio Pedro), além de Dona Esperança (Thelma Reston), a dona do Bar e muitos outros. Uma colagem de personagens loucos, engraçados, brilhantes, como as lembranças que fazem o cenário do Bar Esperança.
Apolônio Brasil - o campeão da alegria
Sylvia Bandeira também está no novo filme de Hugo Carvana, em fase de finalização, ao lado de Marco Nanini, Louise Cardoso, Vera Holtz, Antonio Pedro, Antonio Pitanga e José Lewgoy. Ela interpreta Guiomar, uma cafetina que se relaciona com o personagem Apolônio Brasil (Marco Nanini) - um cantor famoso na década de 50. O filme conta a história de inúmeros personagens que se relacionaram com Apolônio Brasil ao longo de 40 anos. O personagem de José Lewgoy (o cientista americano, Dr. Boris) quer levar o cérebro de Apolônio para os EUA para dissecá-lo e, assim, descobrir a fórmula para levar um pouco de alegria aos americanos.
Eu Posso - 1982
Autor: Reynaldo Loy
Direção: Luiz Carlos Ripper
Elenco: Sylvia Bandeira, lara Amaral, Jardel Filho, José Mayer e Fabio Pilar.
(lara Amaral recebeu o prêmio Molière de Melhor Atriz por seu trabalho nesta peça).
Calúnia - 1981
Autor: Lillian Hellman
Direção: Bibi Ferreira
Elenco: Sylvia Bandeira, Lídia Brondi, Ariclê Perez, Monah Delacy e outros.
(A convite de Tônia Carreiro, produtora da peça, Sylvia interpretou o mesmo papel que Tônia havia feito na primeira montagem nos anos 60).
Brasil da Censura à Abertura - 1980
Autor: Jô Soares, Manoel Costa e José Luiz Arcanjo, baseada no anedotário político do jornalista Sebastião Nery.
Direção: Jô Soares
Elenco: Sylvia Bandeira, Marília Pêra, Marco Nanini e Geraldo Alves.
REPÚBLICA DOS ASSASSINOS - 1979
Direção: Miguel Faria Jr.
Roteiro: Aguinaldo Silva e Lepoldo Serran, baseado na vida policial Mariel Mariscot.
Direção de arte: Julio Paraty.
Música: Chico Buarque de Hollanda
Elenco: Tarcisio Meira, Sandra Brida, Sylvia Bandeira, Anselmo Vasconcellos, Tonico Pereira, Paulo Villaça e Ítalo Rossi.
Direção de arte: Julio Paraty.
Em plena década de 70, durante os anos do regime de exceção, os crimes praticados pelo esquadrão da morte causavam espanto e impacto na população pelo requinte da violência praticada pelos assassinos. Outro fato que causava indignação era a publicação das fotos das vítimas, que apareciam adornadas por uma caveira, símbolo do grupo. República dos Assassinos conta essa história a partir do personagem Mateus Romeiro, o mais famoso policial que integrou o esquadrão, e fazia pare da facção Homens de Aço, responsável por um racha na organização.
O filme República dos Assassinos é de 1979 e foi baseado no romance de Aguinaldo Silva. Foi premiado no Festival de Cinema de Cartagena nas categorias de Melhor Filme, Ator e Diretor, além de ter participado da seleção do Festival de San Sebastian, na Espanha.
A trilha sonora de Chico Buarque de Hollanda ficou marcada por duas composições que fizeram muito sucesso fora das telas: Não sonho mais, interpretada por Elba Ramalho; e Sob Medida, na voz de Fafá de Belém.