Sylvia Bandeira participou de dois filmes bastante significativos para a história do cinema brasileiro: República dos Assassinos, de Miguel Faria Jr., e Bar Esperança, de Hugo Carvana. Estará também no último filme de Carvana, Tempestade Cerebral, em fase de finalização.

REPÚBLICA DOS ASSASSINOS - 1979
Direção: Miguel Faria Jr.
Roteiro: Aguinaldo Silva e Lepoldo Serran, baseado na vida policial Mariel Mariscot.
Direção de arte: Julio Paraty.
Música: Chico Buarque de Hollanda
Elenco: Tarcisio Meira, Sandra Brida, Sylvia Bandeira, Anselmo Vasconcellos, Tonico Pereira, Paulo Villaça e Ítalo Rossi.
Direção de arte: Julio Paraty.

Em plena década de 70, durante os anos do regime de exceção, os crimes praticados pelo esquadrão da morte causavam espanto e impacto na população pelo requinte da violência praticada pelos assassinos. Outro fato que causava indignação era a publicação das fotos das vítimas, que apareciam adornadas por uma caveira, símbolo do grupo. República dos Assassinos conta essa história a partir do personagem Mateus Romeiro, o mais famoso policial que integrou o esquadrão, e fazia pare da facção Homens de Aço, responsável por um racha na organização.

O filme República dos Assassinos é de 1979 e foi baseado no romance de Aguinaldo Silva. Foi premiado no Festival de Cinema de Cartagena nas categorias de Melhor Filme, Ator e Diretor, além de ter participado da seleção do Festival de San Sebastian, na Espanha.

A trilha sonora de Chico Buarque de Hollanda ficou marcada por duas composições que fizeram muito sucesso fora das telas: Não sonho mais, interpretada por Elba Ramalho; e Sob Medida, na voz de Fafá de Belém.


BAR ESPERANÇA - 1983
Direção: Hugo Carvana
Roteiro: Hugo Carvana, Denise Bandeira, Martha Alencar e Euclydes Marinho.
Música: Tomás Improta
Elenco: Marília Pêra, Hugo Carvana, Paulo César Pereio, Sylvia Bandeira, Thelma Reston, Antonio Pedro, Louise Cardoso, Nelson Dantas, Anselmo Vasconcelos e Luiz Fernando Guimarães.

Por sua atuação em Bar Esperança, Sylvia Bandeira recebeu o Prêmio Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Gramado de 1983.

Segundo Hugo Carvana, "
Bar Esperança começou a nascer num momento muito particular da minha vida. Era o processo da anistia (1980), eu estava fazendo o Plantão de Polícia e estava sem filmar há dois anos. Ao mesmo tempo, eu, o Armando, a Denise, a Martha e Euclydes, que dividem o roteiro comigo, estávamos vivendo muito intensamente uma série de emoções: a emoção do reencontro com amigos exilados, a emoção das memórias, porque ao mesmo tempo em que a gente reencontrava um amigo, a gente recordava momentos e outros amigos do passado. Foi nesse lembrar do passado que notamos que a nossa memória estava sempre ligada a um bar - sempre algum bar daqueles da Zona Sul nos anos 60. O filme começou a surgir desse tipo de sentimento. Mas é um filme atual, sem nostalgia."

O Bar Esperança é o ponto de encontro de tudo isso. Para lá vão religiosamente Ana (Marília Pêra), atriz de teatro e televisão casada com Zeca (Hugo Carvana), autor de peças que se demite da televisão por não agüentar mais o esquema imposto: o artista plástico Valfrido Salvador (Anselmo Vasconcelos), o jornalista boêmio lvan Guerra (Nelson Dantas), Profeta (Wilson Grey), também jornalista: a pesquisadora Nina (Louise Cardoso) e também Cabelinho (Paulo César Pereio), Cotinha (Sylvia Bandeira), Tuca (Luis Fernando Guimarães), Passarinho (Antônio Pedro), além de Dona Esperança (Thelma Reston), a dona do Bar e muitos outros. Uma colagem de personagens loucos, engraçados, brilhantes, como as lembranças que fazem o cenário do Bar Esperança.

Apolônio Brasil - o campeão da alegria

Sylvia Bandeira também está no novo filme de Hugo Carvana, em fase de finalização, ao lado de Marco Nanini, Louise Cardoso, Vera Holtz, Antonio Pedro, Antonio Pitanga e José Lewgoy. Ela interpreta Guiomar, uma cafetina que se relaciona com o personagem Apolônio Brasil (Marco Nanini) - um cantor famoso na década de 50. O filme conta a história de inúmeros personagens que se relacionaram com Apolônio Brasil ao longo de 40 anos. O personagem de José Lewgoy (o cientista americano, Dr. Boris) quer levar o cérebro de Apolônio para os EUA para dissecá-lo e, assim, descobrir a fórmula para levar um pouco de alegria aos americanos.